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Redação Modo Viagem 11 min de leitura RoteirosPublicado em 05 de agosto de 2026

Cambará do Sul em 4 Dias: o Roteiro Low Cost pros Cânions do Sul que Vai te Deixar Sem Fôlego

Roteiro de 4 dias em Cambará do Sul: cânions, trilhas, rafting e onde comer bem gastando pouco. Preços, horários e dicas reais.

Cambará do Sul em 4 Dias: o Roteiro Low Cost pros Cânions do Sul que Vai te Deixar Sem Fôlego

Este post contém links de indicação. Se você comprar ou reservar por eles, o Modo Viagem recebe uma pequena comissão, sem custo extra pra você.

Se você trabalha o ano inteiro esperando aquele feriado prolongado pra respirar ar puro e esquecer o WhatsApp do trabalho, presta atenção aqui: Cambará do Sul é exatamente esse tipo de lugar. Dá pra ir com a mala meio vazia, o orçamento controlado e voltar com a cabeça cheia de paisagem — sem nem chegar perto de gastar uma fortuna.

Cambará do Sul fica no topo da Serra Gaúcha, a cerca de 1.000 metros de altitude, bem na fronteira entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e é a porta de entrada pros Cânions do Sul. Em 2026 o destino segue em alta: trilhas guiadas mais estruturadas, rafting leve no Rio do Boi ganhando força e uma cena gastronômica de fondue e cordeiro que só cresce a cada temporada de frio.

Segundo relatos de quem já passou por lá, o segredo pra aproveitar sem estourar o cartão é planejar cada dia com objetivo claro: um cânion por vez, refeições em cantinas locais em vez de restaurante de beira de estrada, e reserva antecipada de carro e pousada. Separamos abaixo um roteiro de 4 dias pensado exatamente pra isso — aventura de verdade, sem gastar igual turista de resort.

Dia 1

Dia 1Chegada e Aquecimento no Cânion Fortaleza

Região do dia
Centro de Cambará do Sul + Cânion Fortaleza
Gasto estimado
R$ 150-200
Deslocamento
Carro alugado

A recomendação que mais aparece em relatos de viajantes é simples: chegue cedo. A estrada de acesso a Cambará do Sul tem trechos de terra e curvas fechadas, então o ideal é sair de Porto Alegre (cerca de 200 km, quase 4 horas de carro) ainda de manhã pra não pegar a serra escurecendo. Alugar o carro com antecedência pelo Rentcars.com costuma sair mais barato do que fechar pacote de van, e sem carro por aqui você fica refém de horários fixos e preços mais altos.

Depois de deixar a bagagem na pousada, o programa da tarde é o Cânion Fortaleza, a cerca de 23 km do centro por estrada de chão batido — leve uns 40 minutos de carro com calma. Viajantes que já foram descrevem esse cânion como o mais impressionante visualmente da região, com mirantes como o do Espigão e vista de longe pra Cascata do Tigre Preto, que despenca lá no fundo do paredão.

O acesso é pago, algo em torno de R$ 25 a entrada, e costuma valer cada centavo pelo tanto de trilha plana e mirante que dá pra percorrer em poucas horas. A dica de quem conhece é guardar o fim da tarde pro pôr do sol no mirante principal: a luz baixa ilumina o paredão de um jeito que fotografia nenhuma consegue captar por completo.

Pra fechar o primeiro dia sem gastar muito, cantinas simples do centro servem pratos coloniais fartos por volta de R$ 35 a R$ 45 por pessoa — bem mais em conta que qualquer restaurante voltado pra turista de passagem.

Dica de Ouro: chegue no Cânion Fortaleza depois das 15h. Os ônibus de excursão já foram embora, os preços não mudam, mas o lugar fica praticamente vazio e a luz da tarde deixa as fotos incomparavelmente melhores.

Dia 2

Dia 2O Point Principal, Cânion Itaimbezinho

Região do dia
Parque Nacional de Aparados da Serra
Gasto estimado
R$ 130-170
Deslocamento
Carro alugado + trilhas a pé

Esse é o dia que todo relato de viagem à região trata como obrigatório. O Cânion Itaimbezinho é o cartão-postal de Cambará do Sul, com paredões de quase 720 metros de profundidade e duas trilhas oficiais dentro do Parque Nacional de Aparados da Serra: a do Vértice, fácil e de 1,4 km, e a do Cotovelo, um pouco mais longa, com 3,2 km de ida e volta.

Quem já percorreu as duas trilhas recomenda fazer sem pressa, parando em cada mirante pra observar o Rio do Boi cortando o vale lá embaixo. Se você curte natureza de verdade e sem pressa, vale reservar o dia inteiro só pra isso — a entrada do parque gira em torno de R$ 25 a R$ 40 por pessoa, dependendo da temporada, e o passeio rende tranquilamente até o fim da tarde.

Na hora do almoço, a dica de quem conhece a região é fugir dos restaurantes da estrada principal e procurar uma cantina simples no centrinho de Cambará, com comida caseira farta por menos de R$ 40 por pessoa. É bem mais barato — e, segundo relatos, mais saboroso — que qualquer buffet voltado a excursão.

Uma observação importante pra quem vai de carro alugado: o acesso ao parque fecha em dias de chuva forte ou neblina densa, comum na serra entre maio e agosto. Vale checar a previsão do tempo na noite anterior e ter um plano B, como adiantar a visita ao Vale do Quilombo, prevista pro último dia.

Dia 3

Dia 3Aventura de Verdade na Trilha do Rio do Boi e Rafting

Região do dia
Trilha do Rio do Boi
Gasto estimado
R$ 220-280
Deslocamento
Van de apoio + a pé

Se a ideia é sentir adrenalina de verdade, esse é o dia que separa quem só observa o cânion de cima de quem realmente entra nele. A Trilha do Rio do Boi é considerada por muitos viajantes uma das mais bonitas do Brasil, cortando o fundo do Cânion Itaimbezinho, com travessias de rio, trechos de pedra e uma vista de tirar o fôlego dos paredões que sobem quase 800 metros dos dois lados.

Em 2026 essa trilha está ainda mais procurada por causa dos passeios de rafting leve que surgiram na região, misturando trekking com trechos de bote em partes mais calmas do rio. Guias locais contratados direto na vila do Rio do Boi cobram em média R$ 150 a R$ 200 por pessoa em grupo fechado, mas quem prefere já sair organizado antes de viajar pode fechar um passeio guiado pelo Civitatis.com, evitando negociar preço na hora e garantindo vaga em época de feriado.

É um dia puxado fisicamente — a caminhada de ida e volta costuma levar de 6 a 8 horas, dependendo do ritmo do grupo. Viajantes recomendam tênis com boa aderência, protetor solar reaplicado a cada duas horas e pelo menos 2 litros de água por pessoa. A recompensa é sentir o cânion de um jeito que a maioria dos turistas nunca chega a experimentar, já que boa parte fica só nos mirantes de cima.

Vale reservar esse passeio com pelo menos uma semana de antecedência em época de feriado prolongado, porque o número de guias disponíveis é limitado e a demanda dispara justamente nesses períodos.

Dica de Ouro: feche o passeio da Trilha do Rio do Boi em grupo com outros hóspedes da pousada. O preço do guia é dividido entre todos, e no fim das contas cada pessoa paga bem menos do que sairia contratando sozinho.

Dia 4

Dia 4Vale do Quilombo e Despedida com Sabor Serrano

Região do dia
Vale do Quilombo + Centro de Cambará
Gasto estimado
R$ 100-140
Deslocamento
Carro alugado

O último dia é pra desacelerar de verdade. O Vale do Quilombo, a poucos minutos do centro, tem uma trilha mais tranquila, com cachoeiras e piscinas naturais — perfeita pra um mergulho gelado depois de três dias intensos de aventura. A entrada costuma ser bem mais barata que a dos cânions principais, na faixa de R$ 15 a R$ 20 por pessoa.

À tarde, vale reservar tempo pra passear pelo centrinho de Cambará do Sul, comprar geleias e queijos coloniais direto do produtor — os preços variam bastante, mas dá pra sair com um bom presente por menos de R$ 30 — e almoçar um cordeiro no rescaldo, prato típico da região que gira em torno de R$ 60 a R$ 80 por pessoa em restaurante local, sem preço turístico exagerado.

Se o feriado permitir, viajantes recomendam ficar uma última noite pra curtir o friozinho da serra sem pressa de estrada de volta. Reservar a pousada pelo Booking.com com bastante antecedência costuma ajudar a garantir preço mais em conta, mesmo em época de alta temporada de feriado prolongado.

Quanto Custa a Viagem Toda

Somando os quatro dias, o gasto médio por pessoa com passeios e alimentação fica entre R$ 600 e R$ 790, sem contar hospedagem e deslocamento até Cambará do Sul. Esse valor cobre entradas de parques e cânions, refeições em cantinas locais, o passeio guiado da Trilha do Rio do Boi e pequenas compras no centrinho.

Hospedagem em pousada simples na região costuma variar de R$ 150 a R$ 280 a diária pro casal, dependendo da época — feriados prolongados e período de inverno (quando a procura pelo friozinho da serra dispara) tendem a empurrar os preços pra cima. Já o aluguel de carro, item praticamente obrigatório pra quem quer se deslocar entre os cânions sem depender de van, fica em média entre R$ 180 e R$ 250 por dia, dependendo da categoria do veículo e da antecedência da reserva.

ItemCusto aproximado (por pessoa)
Entradas em cânions e parquesR$ 90 - R$ 130
Alimentação (4 dias)R$ 200 - R$ 260
Passeio guiado Rio do BoiR$ 150 - R$ 200
Compras e extrasR$ 60 - R$ 100

No total, uma dupla que divide carro e hospedagem consegue fechar os 4 dias por algo em torno de R$ 1.800 a R$ 2.400 no total do casal, incluindo tudo — bem abaixo do que costuma custar um roteiro parecido na Serra Catarinense em alta temporada.

Um jeito simples de economizar mais, segundo quem já fez esse roteiro, é dividir o carro alugado e o guia da Trilha do Rio do Boi com outro casal ou grupo pequeno hospedado na mesma pousada. Isso derruba o custo por pessoa em praticamente todos os itens da tabela, sem abrir mão de nenhum passeio do roteiro.

Vale lembrar que os valores de entrada dos parques e cânions costumam ser reajustados uma vez por ano, então é sempre bom checar o valor atualizado direto no site do parque antes de fechar o roteiro. A diferença costuma ser pequena, mas ajuda a fechar a conta com mais precisão.

Como Chegar e Onde Ficar

O caminho mais comum é de carro a partir de Porto Alegre, pela BR-116 e depois estradas estaduais, num trajeto de cerca de 4 horas. Quem vem de mais longe costuma pousar no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, e retirar o carro alugado direto por lá — reservar pelo Rentcars.com com antecedência ajuda a fugir dos preços mais altos de cima da hora, principalmente em época de feriado prolongado.

Outra opção usada por quem não quer dirigir os quase 200 km de estrada é chegar de ônibus até São Francisco de Paula ou Cambará do Sul mesmo, mas os relatos concordam que a experiência fica bem mais limitada sem carro próprio — os cânions ficam distantes uns dos outros e as vans locais costumam ter poucos horários por dia.

Pra hospedagem, a maioria dos relatos de viajantes recomenda ficar no próprio centro de Cambará do Sul, de onde os principais cânions ficam a 20-30 minutos de carro. Pousadas com lareira e café da manhã colonial são o padrão da região, e reservar pelo Booking.com com pelo menos um mês de antecedência em época de feriado costuma garantir tarifa bem melhor do que fechar em cima da hora.

Quem prefere economizar ainda mais pode considerar hospedagem em São Francisco de Paula, cidade vizinha com diárias um pouco mais baratas, mas isso significa somar de 30 a 40 minutos de estrada todos os dias até os cânions — pra um roteiro de 4 dias, a maioria dos viajantes prefere pagar um pouco mais e ficar mais perto.

A melhor época pra visitar, segundo quem conhece a região, é entre abril e outubro, quando o clima ameno e seco favorece as trilhas — o verão traz chuvas mais fortes que podem fechar o acesso aos cânions por segurança. Já quem busca aquele friozinho pra fondue e lareira, o auge é entre junho e agosto, mesmo que isso signifique preços de hospedagem mais salgados e pousadas lotando com bem mais antecedência.

Levar roupa em camadas é essencial mesmo fora do inverno: a diferença de temperatura entre o início da manhã e o meio da tarde na serra costuma passar de 10 graus, e quem vai fazer a Trilha do Rio do Boi sente isso na pele logo nas primeiras horas de caminhada.

Cambará do Sul prova que férias incríveis não dependem de luxo, dependem de escolher bem onde pisar e planejar com antecedência cada detalhe do orçamento. Com o roteiro de 4 dias, dá pra sair da correria da cidade grande e voltar com a sensação de ter vivido uma aventura de verdade, sem que o cartão de crédito sinta o impacto no mês seguinte.

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