5 Destinos Nacionais Baratos para Curtir os Feriados Prolongados de 2026
5 destinos nacionais baratos para os feriados de 2026: preços reais de pousada, comida e passeio, como chegar e dicas pra economizar sem perder a viagem.

Feriado prolongado chegando e aquela vontade de sumir um pouco da rotina, né? A dúvida de sempre é: dá para viajar bem sem estourar o orçamento. Dá sim, e mais do que isso: com um pouco de planejamento, é possível fechar uma micro-férias de 3 a 4 dias gastando bem menos do que a maioria imagina.
Reunimos 5 destinos brasileiros que são verdadeiros achados de custo-benefício, segundo relatos de quem já organizou viagem curta pra esses cantos. São lugares com natureza de tirar o fôlego, cultura pra todo lado e comida boa que não pesa no bolso — nada de resort caro ou pacote fechado, só logística esperta e escolhas certas na hora de reservar.
A seguir, cada destino vem com preço aproximado de hospedagem, refeição, passeio e como chegar, além de uma tabela comparativa no fim pra você decidir rápido qual encaixa melhor no seu orçamento e na sua janela de feriado.
1. São Thomé das Letras (Minas Gerais)
Encravada numa montanha de quartzito no sul de Minas, a cerca de 300 km de Belo Horizonte, São Thomé das Letras tem uma vibe mística e serrana que costuma prender quem visita pela primeira vez. É o tipo de lugar onde dá pra desacelerar de verdade e ainda emendar boas trilhas em três dias corridos.
Por que ir: as cachoeiras da região são o grande atrativo. A do Vale das Borboletas e a da Eubiose têm entrada gratuita e um banho gelado que compensa a caminhada de 30 a 40 minutos até lá. Pra fechar o dia, o mirante da Casa da Pirâmide e a Pedra da Bruxa oferecem vistas de graça e um pôr do sol e tanto sobre a Serra da Mantiqueira.
Quanto custa: pousadas simples e campings saem entre R$80 e R$150 a diária no quarto duplo, e a maior parte das atrações naturais não cobra ingresso. Um PF caprichado em restaurante local fica entre R$25 e R$40, e um passeio guiado até as cachoeiras mais distantes gira em torno de R$60 a R$100 por pessoa em grupo.
Como chegar: de carro, o acesso é tranquilo pela BR-459 e depois estradas secundárias já sinalizadas. De ônibus, viajantes costumam ir até Três Corações ou São Lourenço e pegar uma van ou lotação local até a cidade, trajeto que soma umas 2 horas a partir dessas conexões.
Melhor época: segundo relatos de quem visitou, os meses de maio a setembro trazem clima seco e noites frias, ideais pra trilha sem risco de chuva forte. No verão as cachoeiras enchem mais, mas as estradas de terra ficam escorregadias, o que pede mais cuidado no trajeto até os pontos mais afastados da cidade.
2. Penedo (Rio de Janeiro)
Bem na Serra da Mantiqueira, pertinho do Parque Nacional de Itatiaia e a cerca de 170 km da cidade do Rio, fica a única colônia finlandesa do Brasil. As casinhas de madeira e o clima de vilarejo europeu dão a Penedo um charme que foge do óbvio pra quem busca um destino diferente perto do Rio de Janeiro ou de São Paulo.
Por que ir: vale passear pela Pequena Finlândia, cheia de lojinhas de artesanato e chocolaterias artesanais. As Três Cachoeiras têm piscinas naturais gostosas pra um mergulho rápido, e o Poço das Esmeraldas é daqueles cenários que parecem photoshop. A entrada na maioria dessas atrações não custa nada, e uma caminhada de meio período já dá pra cobrir as três paradas.
Quanto custa: chalés e hostels começam em R$150 a diária, com os melhores preços aparecendo fora da alta temporada de inverno. Uma refeição completa em restaurante fica entre R$40 e R$70, mas levar lanches das delicatessens locais — que vendem pão de fermentação natural e frios importados a preço justo — ajuda a economizar sem abrir mão da experiência gastronômica.
Como chegar: por estar no eixo Rio-São Paulo, chegar de carro pela Via Dutra até Resende, com acesso pela RJ-163, é rápido. De ônibus, há conexão direta em Resende, e o trajeto total desde o Rio fica em torno de 3 horas.
Melhor época: o inverno, entre junho e agosto, é quando Penedo mais lembra a Finlândia de verdade — o friozinho combina com o chocolate quente vendido nas lojinhas do centro. Viajantes recomendam reservar hospedagem com pelo menos um mês de antecedência nesse período, já que é quando a cidade mais lota nos feriados prolongados.
3. Guarapari (Espírito Santo)
Mais de 30 praias de água limpinha fazem de Guarapari um convite e tanto pro descanso. A Praia dos Padres e a de Areia Preta ficaram famosas pelas areias monazíticas, buscadas por muita gente por suas propriedades terapêuticas. É litoral brasileiro sem os preços salgados de praias mais concorridas de São Paulo ou do Rio.
Por que ir: dá pra passar o dia inteiro pulando de enseada em enseada, fazer snorkeling nas águas calmas da Praia de Setiba ou simplesmente sentar num restaurante à beira-mar e pedir uma moqueca capixaba. As praias são de acesso livre, então a diversão sai de graça — o gasto fica mesmo por conta da hospedagem e da comida.
Quanto custa: o custo de vida em Guarapari é bem mais em conta do que nas grandes cidades do Sudeste. Reunindo um grupo, alugar um apartamento por temporada fica ótimo no rateio, com diárias entre R$200 e R$500 para até 4 pessoas. Refeições em restaurante variam de R$40 a R$80 por pessoa, mas cozinhar no apê alugado, usando peixe fresco comprado direto com pescadores locais, costuma ser a jogada mais econômica.
Como chegar: de carro, o acesso é pela BR-101 Sul a partir de Vitória. De ônibus, saem viagens frequentes de Vitória, a uns 60 km de distância, com trajeto de pouco mais de 1 hora.
Melhor época: fora dos meses de dezembro a fevereiro, quando a cidade recebe o maior fluxo de veranistas capixabas, os preços de hospedagem costumam cair bastante. Feriados de março, maio e setembro, segundo relatos de quem já foi, garantem praia mais vazia e diária de pousada até 30% mais barata.
4. Caldas Novas (Goiás)
Maior estância hidrotermal do mundo, Caldas Novas é sinônimo de água quente e relax total. Costuma ser mais lembrada nos feriados de inverno, quando praia não é bem a pedida, mas funciona muito bem o ano inteiro — as águas termais mantêm temperatura agradável em qualquer estação.
Por que ir: os parques aquáticos termais são a estrela do destino. Di Roma Acqua Park e Water Park garantem diversão pra todas as idades, com piscinas de ondas, toboáguas e áreas kids. Quem quiser ir além pode conhecer o Hot Park, no Rio Quente Resorts, a cerca de 30 km dali, com entrada vendida à parte.
Quanto custa: a concorrência entre hotéis é grande, o que pesa a favor do bolso de quem viaja. O grande segredo aqui são os pacotes com parque incluso: muitos hotéis já embutem acesso termal na diária, com valores entre R$150 e R$400 por pessoa — resorts all-inclusive custam mais e passam facilmente dos R$600. Buffets de almoço nos hotéis saem por R$30 a R$60 por pessoa.
Como chegar: o acesso é fácil pela BR-153 ou BR-040, dependendo de onde se parte. Também há aeroporto local com voos sazonais e ônibus direto de Goiânia (cerca de 1h40) e Brasília (cerca de 4 horas).
Melhor época: justamente por ser uma cidade de águas quentes, Caldas Novas funciona bem em qualquer feriado, mas junho e julho — período mais frio e de férias escolares — costumam ser os meses de maior procura. Quem consegue viajar em feriados de março, abril ou setembro encontra diárias mais em conta e parques menos cheios.
5. Lençóis (Bahia — Portal da Chapada Diamantina)
Quem curte ecoturismo e aventura costuma se apaixonar por Lençóis, a porta de entrada da Chapada Diamantina. As ruas de pedra e a arquitetura colonial já valem a visita, mas é como base para explorar grutas, cachoeiras e trilhas que a cidade realmente se destaca.
Por que ir: os passeios guiados fazem toda a diferença em segurança e aproveitamento na Chapada. Vale a trilha até o Poço do Diabo, com rapel opcional, ou a Cachoeira do Sossego, percurso mais puxado mas com recompensa e tanto no final. A Gruta da Lapa Doce e a Gruta da Pratinha, essa última com flutuação opcional em água cristalina, também costumam entrar no roteiro. Guias locais montam passeios compartilhados, o que ajuda bastante no preço final.
Quanto custa: pousadas familiares são muitas em Lençóis e variam de R$100 a R$250 a diária no quarto duplo. Comer por lá é acessível, com pratos regionais entre R$30 e R$50, e contratar guias em grupo sai numa média de R$100 a R$200 por pessoa para um dia inteiro de passeio. Focar em passeios de um dia só, sem pernoite em acampamentos dentro do parque, ajuda a fechar a conta redondinha.
Como chegar: de Salvador, os ônibus custam entre R$100 e R$150, com viagem de 6 a 8 horas. Quem prefere voar pode pousar em Lençóis ou em Vitória da Conquista e seguir de van até a cidade.
Melhor época: a estação seca, entre abril e outubro, é a mais indicada pra trilha e visita às grutas, com rios mais baixos e trajetos menos escorregadios. Nos meses de chuva, entre novembro e março, algumas cachoeiras ficam mais volumosas e bonitas, mas certos acessos podem fechar por segurança — vale confirmar com agências locais antes de sair de casa.
Comparando os 5 destinos lado a lado
Pra facilitar a decisão, veja abaixo uma comparação rápida de custo médio por dia, considerando hospedagem simples para duas pessoas, uma refeição em restaurante local e o tipo de acesso mais comum usado por quem viaja de baixo custo.
| Destino | Hospedagem/diária | Refeição média | Acesso mais barato |
|---|---|---|---|
| São Thomé das Letras (MG) | R$80 a R$150 | R$25 a R$40 | Ônibus até Três Corações + van local |
| Penedo (RJ) | R$150 a R$250 | R$40 a R$70 | Ônibus direto via Resende |
| Guarapari (ES) | R$200 a R$500 (grupo) | R$40 a R$80 | Ônibus de Vitória (1h) |
| Caldas Novas (GO) | R$150 a R$400 (com parque) | R$30 a R$60 | Ônibus de Goiânia (1h40) |
| Lençóis (BA) | R$100 a R$250 | R$30 a R$50 | Ônibus de Salvador (6 a 8h) |
Truques para gastar ainda menos nos feriados prolongados
- Fuja do pico do feriado: sair na quinta à noite ou voltar na terça de manhã muda tudo — preços mais baixos de hospedagem e trânsito bem mais tranquilo nas estradas.
- Escolha hospedagem com cozinha: um chalé, flat ou apê com cozinha equipada é um dos maiores truques pra economizar comendo bem. Preparar o café e algumas refeições com produtos do mercado local corta uma boa fatia do orçamento.
- Aproveite o que é de graça: trilhas, praças históricas, praias e parques públicos rendem um dia inteiro de diversão sem custar nada. Vale colocar essas paradas no topo do roteiro antes de somar passeios pagos.
- Compre com antecedência: passagens e hospedagens ficam mais caras conforme a data se aproxima. O ideal é reservar com 3 a 4 meses de antecedência pra garantir os melhores preços, especialmente em feriados prolongados de alta procura.
- Viaje acompanhado: dividir combustível, pedágio, hospedagem e até passeios guiados com mais gente reduz bastante o gasto de cada um e ainda deixa a viagem mais divertida.
Qual desses destinos combina com o seu feriado
Se o feriado cair no inverno, Caldas Novas resolve o frio com água quente o dia inteiro. Se a ideia é praia sem gastar muito, Guarapari cobre bem esse papel, principalmente reunindo um grupo pra dividir o aluguel. Já quem busca trilha e clima de montanha encontra em São Thomé das Letras e em Penedo opções próximas dos grandes centros, ideais pra escapadas de fim de semana estendido.
Lençóis pede um pouco mais de tempo de deslocamento, mas compensa pra quem quer mergulhar de vez no ecoturismo da Chapada Diamantina. Em qualquer um dos cinco, o segredo pra manter o orçamento redondo é o mesmo: pesquisar hospedagem com antecedência, priorizar atrações naturais gratuitas e guardar as refeições em restaurante pros momentos que realmente valem a pena.
Já imaginou essa escapada?
Confere quando é o próximo feriado prolongado e começa a reservar. O feriado certo é simplesmente incrível.
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